MP denuncia 57 prefeitos da
Paraíba por contratação ilegal de servidores
Ministério Público diz que prefeitos contrataram
prestadores sem concurso.
Denúncias criminais estão sendo encaminhadas ao Tribunal de Justiça.
Denúncias criminais estão sendo encaminhadas ao Tribunal de Justiça.
Do G1 PB
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O Ministério Público da Paraíba (MPPB) informou nesta sexta-feira (13)
que está denunciando criminalmente 57 prefeitos paraibanos por contratações
ilegais de prestadores de serviços sem concurso público. As denúncias foram
elaboradas com base em investigações conduzidas pela Comissão de Combates aos
Crimes de Responsabilidade e à Improbidade Administrativa (Ccrimp) e já estão
sendo encaminhadas ao Tribunal de Justiça.
Segundo o
MP, outros 17 prefeitos já haviam sido denunciados criminalmente pelo mesmo
motivo. E ainda estão sob investigação os casos de supostas contratações
ilícitas envolvendo outros 134 municípios paraibanos, que poderão ser alvos de
novas denúncias criminais.
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As
denúncias contra os prefeitos paraibanos são assinadas pelo procurador de
Justiça Nelson Lemos, presidente da Ccrimp. A iniciativa é mais uma etapa do
programa de combate às admissões ilegais de servidores públicos, desenvolvido
pela comissão.De acordo com o procurador-geral de Justiça da Paraíba, Oswaldo
Trigueiro do Valle Filho, “o trabalho iniciado em 2010, com uma recomendação
encaminhada a cada um dos 223 prefeitos do estado da Paraíba, visa repor a
legalidade nas admissões ao serviço público”.
“Os
crimes imputados aos prefeitos denunciados consistem em admitir servidores
públicos contrariando expressas disposições de lei, no caso com violação à
regra constitucional de obrigatoriedade do concurso, bem como às normas legais
municipais que estabelecem critérios e prazos para as contratações”, disse o o
promotor Carlos Romero Paulo Neto, coordenador da Ccrimp.
O
promotor esclareceu ainda que “os prefeitos efetuaram centenas e, em alguns
casos, até milhares de contratações diretas de servidores sem concurso público,
sob o falso pretexto de excepcional interesse público, eternizando vínculos
administrativos precários, ao renovarem os contratos por vários anos ou
substituírem os prestadores por outros também contratados sem qualquer critério
legal”.
Conforme
o Ministério Público, as investigações também incluíram o município de João
Pessoa, que, segundo os membros da Ccrimp, apresenta o caso mais grave de
irregularidades na admissão de prestadores de serviços a título precário e sem
obediência aos critérios constitucionais.
No
levantamento do Ministério Público, com base em dados apresentados pela própria
prefeitura da capital e o Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) ,
apenas na administração direta da gestão municipal o quadro, até abril de 2012,
era de 10.421 prestadores de serviços contratados sem concurso público, sob o
pretexto de excepcional interesse público. Esse número supera a quantidade de
servidores efetivos (8.772) e corresponde a 50,81% do total de servidores
ativos
Em função
disso o Ministério Público havia apresentado ao Tribunal de Justiça, ainda em
2011, duas ações diretas de inconstitucionalidade contra as leis municipais de
João Pessoa que regem as contratações por excepcional interesse público.“Além
disso, na data de hoje, também está sendo apresentada uma ação civil pública
cominatória, buscando-se obrigar o município de João Pessoa a abster-se de
contratar novos prestadores de serviço e de renovar os contratos em vigor, bem
como a rescindir, no prazo de 180 dias, todos os contratos existentes,
realizando, em igual prazo, os devidos concursos públicos”, informa o promotor
Carlos Romero.
Vandalberto
Carvalho, Procurador-geral do Município de João Pessoa, disse que ainda não foi
notificado do caso, mas apontou o MP como um dos responsáveis pelo alto número
de prestadores de serviços na prefeitura da capital. “Acabei de receber que o
MP quer que a prefeitura absorva 40 creches. Isso significa contratar 1.200
pessoas para prestar serviço”, disse o procurador. De acordo com ele nesses
casos não é possivel realizar um concurso para preencher os cargos, pois
demanda tempo.Segundo o procurador-geral, as contratações são legais. “Isso não
é improbidade administrativa. Estamos contratando pessoas para trabalhar”,
explicou o procurador-geral que aguarda o MP arquivar o caso.
Com relação ao aspecto criminal, os promotores entenderam que não cabe denúncia contra o prefeito de João Pessoa, Luciano Agra (sem partido), porque não houve violação à lei que rege as contratações no município.“Embora tenha havido violação da ordem jurídica nas admissões abusivas de servidores , não foi violada regra geral e específica”, completou Carlos Romero.
Com relação ao aspecto criminal, os promotores entenderam que não cabe denúncia contra o prefeito de João Pessoa, Luciano Agra (sem partido), porque não houve violação à lei que rege as contratações no município.“Embora tenha havido violação da ordem jurídica nas admissões abusivas de servidores , não foi violada regra geral e específica”, completou Carlos Romero.
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